sábado, novembro 19, 2005

Narciso/ Narcisismo : complexidade e transdisciplinaridade.

O trabalho em questão vem trazer o Mito de Narciso para uma discussão que envolve a Psicanálise, a Arte, a Literatura e a Filosofia.
A Psicanálise elaborou um templo teórico, que explica o Narcisismo dentro de várias possibilidades : primário, secundário, normal, patológico, erótico, tanático, intelectual, moral e corporal e um elaborado dentro da instância do Ideal do Ego.
Todos são fruto de desejos-pulsões que ficaram enclausurados por uma razão dominante criadora do bem e do mal ; o normal e o patológico como uma antinomias de uma civilização que se consolidou da antigüidade ao mundo atual.
Na esfera das artes plásticas o mito ganhou uma imagem na tela de Caravággio, denominada “Narciso”, cujas pinceladas retratam um jovem e belo ser, cujo Eros apaixonado é ele próprio ; todavia, é através de Salvador Dali que vamos conhecer as várias metamorfoses de narciso, desde o momento em que ele retorna ao útero-fonte e que retorna como mão-útero-ovo-flor, ou reaparece solitário em busca de um Ego Ideal, sem rumo, sem desejo, sem desejo e sem destino nenhum.
Noutra perspectiva, podemos dialogar com dois outros narcisos : um denominado : Dorian Grey, belo, patológico, frio, destruidor e um outro objetivado no olhar e no desejo de Fernando Pessoa, que também não ama, não sente, não rir, travando uma luta sem regras entre razão e desrazão.
Dessa forma, realizou-se um diálogo transdisciplinar entre mito, arte psicanálise, numa ordem metodológica, transgressora, caracterizado como Paradigma da Complexidade.